Gateira
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Minha história: Adoção de gatos

Minha história de adoção não começa com gatos e não é apenas minha. Quando moramos junto com nossa família a decisão de trazer um pet para dentro de casa deve ser tomada em conjunto, afinal, todos vão ter em maior ou menor medida responsabilidade de cuidar do animal. O primeiro animal que recolhemos da rua foi uma linda cachorrinha chamada Preta que simplesmente aqueceu o coração de todo mundo aqui de casa e nos estimilou a abrir espaço para mais bichinhos.

Nosso primeiro gato foi o Chico. Quem pegou ele ainda filhote foi meu irmão e este por sua vez morava com a minha avó, que era quem ficava com o bichano a maioria do tempo e cuidava dele. Lá na casa da minha avó, o Chico cresceu indo para a rua, brigando com outros gatos, com alguns cachorros, namorando e cruzando com algumas gatinhas e irritando muita gente que diziam que ele era “folgado”.

Pouco depois da minha avó morreu, o Chico foi envenenado. Foi uma grande sorte meu irmão ter encontrado uma boa veterinária disposta a atender em casa para salvá-lo. Pouco depois de um tempo, meu irmão se mudou para um apartamento, onde não aceitavam bichos. Dai o Chiquinho ficou aqui em casa. Isso foi no final de 2011, começo de 2012.

O Chico foi o primeiro gato que eu gostei. Quando era criança minha avó teve diversos gatos, mas todos eram muito bravos na minha pequena opinião infantil e me arranhavam porque eu obviamente queria agarrá-los para brincar. Fiquei super feliz quando o Chico veio morar aqui, porque nossa amizade já vinha crescendo a tempos e ele se acostumou muito bem. Logo no primeiro dia foi dormir comigo na minha cama. Acontece que devido o envenenamento ele estava fraquinho, com diarréia e outras sequêlas de ter passado uma vida na rua. Aqui em casa ele fugiu diversas vezes até duas ocasiões: a primeira que voltou retalhado por brigar com gatos e cachorros (deu para saber isso pelas marcas que ficaram nele) e a outra quando uma vizinha simplesmente raptou ele. Não foi preciso mais nada para colocarmos tela de metal até no teto (a de plástico ele rasgava em segundos) e levarmos o Chiquinho para ser castrado.

O Zequinha foi um caso diferente. Lá pelas bandas do carnaval de 2014 minha mãe havia visto um gato correndo pela rua na chuva da varanda do nosso apartamento e falou para o Chico “olha só que gato bonito” – sim, conversamos com os gatos e o bacana é que eles respondem! No dia seguinte de manhã, eu estava saindo para a faculdade e vi o Zeca, lindão, atravessando a rua. Agachei, chamei ele e o bichano veio cheio de charme miando para mim. Disse para meu pai que ia pegar, mas ele alegou que o gato deveria ter dono. Ao voltar da faculdade, lá estava o gato na rua. Fiz um barulho aqui em casa e bati o pé para que minha mãe aceitasse o bichinho. Ela estava irredutível que não queria mais bichos. Chateada, tirei uma soneca e quando acordei lá estava o Zeca. Minha mãe não resistiu ao charme do bichinho e nem ao ver que ele estava morrendo de fome e sede na rua e o trouxe para casa.

O Zeca chegou em casa bem mais manso do que o Chico, até porque era bem novo, não tinha pulgas e parecia ter sido jogado a pouquíssimo tempo na rua. Sabe o que é mais horrível de se jogar um gato que cresceu em casa/apartamento na rua? Eles se quer sabem como conseguir comida, fora que existem pessoas são bem maldosas com gatinhos abandonados. O Zequinha passou quase um mês absolutamente melancólico, olhando a rua pela janela e obsecado em observar as crianças que passavam na rua. Tinha medo de vassouras e até hoje é o mais arisco dos gatos. Não gosta que ninguém o pegue, que faça carinho. Prefere ficar na dele, marcando seu território. Algumas sequelas de ter sido criado com violência e ter sido abandonado.

A Bela é a mais novinha da turma. Chegou por aqui em janeiro desse ano. Minha mãe que sempre jura que não terá mais nenhum bichinho foi quem a achou. Estava jogada na calçada do nosso prédio. Se você mora na Grande São Paulo deve se lembrar do calor de janeiro. Exatamente no dia mais quente do ano foi o que escolheram para abandonar a pequena Belinha. Era uma filhotinha que chamou a atenção da minha mãe por parecer estar morta. Mal respirava. Logo mamis poderosa arrumou água e ração para a pequena. Como deixar uma filhotinha desamparada e que mal sabia como comer ração jogada na rua? Não teve como não acolher a pequenina.

Foi a primeira gatinha – e até agora a única que acolhemos. Ela estava pin-gan-do de pulgas, de modo que a primeira coisa que minha mãe fez foi comprar um remédio anti-pulgas e deixá-la isolada por algumas horas em outro lugar fora de casa, por que temos vários outros bichinhos que poderiam ser infestados. Tudo com a Bela foi mais complicado, por não conseguir comer ração, por ainda cheirar a leite e pegar nossos dedos achando que poderia conseguir mamar, por não saber fazer xixi na caixa de areia e por entrar no cio muito precocemente.

Tenho tanta, mas tanta coisa para contar de gato que resolvi escrever uma série de posts que denominei Gato Mia por falta de melhor criatividade. Com sorte teremos um post por mês sobre como cuidar dos bichinhos. Experiência aqui é o que não falta. Sim, galera, dá um trabalho ter os bichinhos e cuidar bem de cada um deles. Mas sabe o que é incrível? Vale muito a pena!

0001-42617472ESSE POST FAZ PARTE DA COMEMORAÇÃO PELO #BLOGMONTH E DO PROJETO BEDA
acesse o site oficial by rotaroots - veja todos os posts do projeto
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7 comentários

  1. BA MORETTI diz

    eu tenho PA-VOR de vizinhos raptadores de animaizinhos 😦 sempre fico cabreira com o meu siamês que mora com a gente já tem uns 10 anos e é absurdamente dócil. tão dócil que quando vejo ele tá no muro de casa BERRANDO pra quem passa na tentativa de ganhar carinhos infinitos. pai diz que ele é tipo protetor da casa e por isso ninguém leva ele (por mais bizarro que seja eu torço pra que seja isso).

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    • HAHAHAHA. Minha gatinha também berra quando quer carinhos infinitos. Super mística essa teoria do teu pai, mas se fosse eu passava umas telas por ai, porque, olha, galera louca dos gatos é o que não falta…

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  2. Muito amor envolvido em post de adotar gatinhos!Sempre são historia pra lá de bonitas e carinhosas. Bela tem uma cara muito fofinha :3.
    Impressionante como gatos são alvos de envenenamento, não tem uma pessoa que não conheça que já não passou por isso, é triste.

    Ansiosa pelo “gato mia”

    beijos

    woinblack.wordpress.com

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  3. Gatos são puro amor! Tenho 4 aqui em casa e todos foram adotados ou resgatados. Aqui também falamos com eles e sim, eles respondem, ás vezes tenho a impressão de que eles querem me dizer algo quando miam e miam olhando pra mim…rsrs. Fora que tenho certeza que sabem que foram escolhidos e nos retribuem com toda a sua “fidelidade liberta”. Se eu tivesse espaço teria muitos outros, não só 4…

    Beijos

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    • Gatos são amor puro, nnao é? E é incrível como eles respondem, às vezes chego a fica arrepiada: parecem gente! Se tivesse mais espaço e mais grana, pq os gastos são bem altinhos, também teria mais. Quem sabe, né?

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  4. GATITOSSSS ❤❤❤❤
    Adorei saber mais da história deles, e puta merda como eles são lindos. Fico fascinada com os olhos dos gatos, são sempre extremamente únicos. 🙂

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